Serra da Mantiqueira: uma viagem com aroma de café
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A chegada
Itajubá 19 de maio
Uma passadinha por Tocaya para garantir cafezinho do Alpendre que já havia provado no primeiro pacote de cafés que meu amigo mineiro Patcheli me mandou do Brasil.
Aproveitei para ver o processo das meninas e conhecer a torrefação.













A segunda parada obrigatória em Itajubá era para conhecer outra torrefação e as pessoas por trás do processo da Pereira Vilella. E claro, um cafezinho coado servido aí mesmo na torrefação, boa conversa e conheci Afranio, um senhor muito simpático que pelo visto é um vizinho e cliente asiduo. Ele gosta de conversar e acompanhado de um café sempre encontra companhia para passar um cadim de tempo.




















Óiki que coisa boa essa torta de amendoas que provei na Óiki Café e Bistrô. Essa foi a primeira parada gastrônomica da viagem. O jardim, tão lindo que convidava a ficar mais tempo. Escolhi um café com dôdileiti e essa torta para enriquecer o paladar e encher o buchin.
Óiki foi recomendado por Patheli, onde tomamos nosso café da tarde juntos e conversamos um pouco sobre o roteiro do próximo dia, onde eu iria realmente submergir no mundo do café, visitando diferentes produtores e lavouras.

Isso era o que eu pensava que aconteceria, mas para mim foi muito mais profundo e divertido. Tive a oportunidade de acompanhá-los a buscar café na roça, e viver um pouco da fase de colheita do café, além de já começar a aprender sobre o café desde a planta até a secagem, com José, pai de Patheli que tem uma vasta experiência no ramo.
A cada planta carregada de café que eu via era um espanto, abracei todas que eu pude, provei a fruta de café, tirei muitas fotos pois para mim todas eram perfeitas. eu primeiro contato com as plantas de café foi um momento que levarei para a vida, enquanto conhecia as pessoas, me apesentava e lhes dizia sempre a mesma coisa, sou barista, tenho uma cafeteria, mas nunca vi uma planta de café e só habia conhecido café verde por foto. Nessa viagem meu objetivo era conhecer o que vinha antes do espresso extraído na maquina de café.












































































































Visitamos outras lavouras da familia de Pa, encontramos uma bica de cachaça artesanal dando sopa na casa de um tio, e então seguimos explorando lavouras em Pedralva.
Era impossivel não se surpreender com as vistas da mantiqueira, e parei o carro algumas vezes para poder admirar a paisagem. Mais tarde depois de pedir informações do jeito mineiro de ser, parando o carro e perguntando na beira da estrada, chegamos ao sitio Alecrim onde a Luci nos recebeu muito amavelmente e com a maior paciencia do mundo mostrou todo seu trabalho. Incrível o conhecimento e a experiência de vida nos cafezais dessa mulher. Uma tarde que foi uma aula de cafeicultura e um abraço a alma escutar toda sua trajetória.


































Luciene, agricultora, começou a trabalhar na colheita aos 14 anos. Hoje, é produtora de café especial orgânico em seu próprio “jardim comestível”, e seu café já foi premiado em diversas competições do setor.
Com grande entusiasmo, Luciene recebe os visitantes e compartilha seu profundo conhecimento sobre cultivos orgânicos — um saber adquirido ao longo dos anos trabalhando na terra e realizando cursos na região. Seu amor pelo campo nasceu na juventude, quando ajudava o pai no plantio e na colheita em outras propriedades.
O terreno onde hoje ela cuida de mais de mil pés de café pertenceu ao avô de seu companheiro. Ele sonhava em transformar aquele solo — antes desgastado pela pecuária — em um espaço fértil e produtivo. Foi ali que Luciene tornou realidade o sonho de ter seu próprio cafezal. Hoje, ela o chama de “jardim comestível” porque, além de café, cultiva uma grande variedade de frutas que alimentam sua família e as aves. “Às vezes, nem desço para casa para almoçar; fico comendo as frutas que tenho no meio do cafezal”, comenta. As flores do local alimentam as abelhas, que ela define, com ternura, como suas únicas funcionárias: “Elas fazem seu próprio horário e trabalham tranquilas”. Da planta à xícara: ela planta, cuida, colhe cada grão maduro, processa, torra, mói e embala sua maior paixão — o café especial da Mantiqueira.




































Microlote sob encomenda de uma torrefação parceira. Processo Honey em cama africana






























Último dia de tour cafeteiro e minha busca por conhecimento mais profundo me levou a Unique, mencionada em varias outras torrefações a Unique é reconhecida pela qualidade de tudo o que faz. Desde torrefação, cafeteria, educação e turismo educativo. Ao primeiro contato a hospitalidade ja surpreende, e também começo a tomar nota para replicar na minha vida profissional, não só me ofereceram diferentes cafés para tomar na cafeteria, muito bem extraídos como me fizeram sentir vontade de mais. Eu queria conhecer a fundo o processo e eles ofereciam essa experiência em formato de passeio turistico. Foi aí que eu embarquei numa as melhores experiências turísticas da minha vida viajante, um passeio completo que te mostram uma pequena parte de cada fase da produção cafeeira.
Tive a oportunidade de conhecer o Sítio da Torre da família do Sr. Álvaro Coli, a qual possui 32 títulos Cup Of Excellence, o maior campeonato mundial de cafés especias. Aí preparamos, é claro, um cafezinho drip coffee da Unique para iniciar a conversa. Conhecemos diferentes variedades e até vi as mudas de café chamadas de "Orelha de Leão".
Recorrimos a fazenda com a 4x4 modo "com emoção", já que o solo estava encharcado, e paramos em diferentes mirantes para apreciar a vista da cidade no vale e as 220 mil plantas de café muito bem cuidadas da fazenda.
Na sede, aprendemos sobre os diferentes processamentos do grão verde do café pós colheita, natural, lavado e Honey aqui mais conhecidos por fermentado, a colheita na região esta apenas começando mas já foi possível ver algo en terreiro.